Prefeito Issy Quinan Júnior analisará hoje, 30, decreto do Governador Caiado para decidir se adere à quarentena alternada

O Prefeito Issy Quinan Júnior, em reunião com a Secretária Juliana Vitor de Freitas, vai analisar decreto publicado na noite de ontem, 29, pelo Governador Ronaldo Caiado, impondo restrições rígidas para o funcionamento das atividades econômicas em todo o Estado, para depois anunciar se adere ou não às medidas propostas por Caiado.

Goiás entra no nível 3 (laranjado), o mesmo que Vianópolis se encontra desde ontem, 29, segundo definição do Governo de nosso município.

A proposta do Governador Caiado é que seja implantada quarentena alternada, com fechamento das atividades por 14 dias e, em seguida, funcionamento por 14 dias.

Na data de ontem, 29, em sua fala na reunião, via videoconferência, com os prefeitos goianos, o Governador Ronaldo Caiado disse que caberá a cada administrador adotar ou não as medidas contidas no novo decreto.

Falando à nossa reportagem, o Prefeito Issy Quinan Júnior disse que vai se reunir com a Secretária de Saúde, Juliana Vitor de Freitas, e somente após esse encontro é que será anunciada a decisão do Governo de Vianópolis. No entanto, como apurou nossa reportagem, poucas mudanças devem acontecer, uma vez que no domingo à tarde, resolução publicada pela Secretaria de Saúde definiu que Vianópolis passasse para o nível 3 (laranjado), o mesmo proposto ontem, 29, pelo Governador Ronaldo Caiado.

Desde a data de ontem, não podem funcionar academias, salão de beleza/barbearias, além de espaço público/privado de lazer, assim como locais que gerem aglomerações.

As igrejas somente poderão funcionar com eventos on line, ou seja, sem a presença de fieis em seus templos.

Os restaurantes não podem receber clientes, mas apenas vendas no sistema de entregas, assim como lanchonetes e bares.

 

 

ABAIXO O DECRETO DO GOVERNADOR GOIANO:

 

O decreto do governo do estado de Goiás 9.685 de 29 de junho de 2020, que altera o decreto 9.653 de 19 de abril de 2020, em razão, principalmente dos estudos da Universidade Federal de Goiás sobre as projeções de casos, confirmados, a necessidade de leitos de UTI e os óbitos em decorrência da Covid-19, adotando o sistema de revezamento das atividades econômicas  organizadas para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, iniciando-se com quatorze dias de suspensão seguidos por quatorze dias de funcionamento, sucessivamente, a partir desta terça-feira, 30 de junho de 2020.

A adesão ao decreto fica a critério de cada prefeito.

Atividades consideradas essenciais estão fora do revezamento e estão autorizadas a funcionar:

“I – farmácias, clínicas de vacinação, laboratórios de análises clínicas e estabelecimentos de saúde, excetuando-se os procedimentos de cirurgias eletivas e reduzindo-se a 50% a oferta de consultas e procedimentos ambulatoriais, não abrangendo, neste caso, os serviços de atenção primária à saúde, os quais devem funcionar em sua capacidade máxima, inclusive com atendimento à demanda espontânea;
II – cemitérios e serviços funerários;
III – distribuidores e revendedores de gás e postos de combustíveis;
IV – supermercados e congêneres, não se incluindo lojas de conveniência, ficando expressamente vedado o consumo de gêneros alimentícios e bebidas no local, bem como o acesso simultâneo de mais de uma pessoa da mesma família, exceto nos casos em que necessário acompanhamento especial;
V – hospitais veterinários e clínicas veterinárias, incluindo os estabelecimentos comerciais de fornecimento de insumos e gêneros alimentícios pertinentes à área;
VI – estabelecimentos comerciais que atuem na venda de produtos agropecuários;
VII – agências bancárias e casas lotéricas, conforme disposto na legislação federal;
VIII – produtores e/ou fornecedores de bens ou de serviços essenciais à saúde, à higiene e à alimentação;
IX – estabelecimentos industriais de fornecimento de insumos/produtos e prestação de serviços essenciais à manutenção da saúde ou da vida humana e animal;
X – serviços de call center restritos às áreas de segurança, alimentação, saúde e de utilidade pública;
XI – atividades econômicas de informação e comunicação;
XII – segurança privada;
XIII – empresas do sistema de transporte coletivo e privado, incluindo as empresas de aplicativos e transportadoras;
XIV – empresas de saneamento, energia elétrica e telecomunicações; ser observadas, no que couber, as regras previstas no art. 6° deste decreto, e protocolos específicos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibilizados na página eletrônica.
XV – hotéis e correlatos, para abrigar aqueles que atuam na prestação de serviços públicos ou privados considerados essenciais ou para fins de tratamento de saúde, devendo ser respeitado o limite de 65% (sessenta e cinco por cento)
da capacidade de acomodação, ficando autorizado o uso de restaurantes exclusivamente para os hóspedes, devendo ser observadas, no que couber, as regras previstas no art. 6º
deste decreto, e protocolos específicos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibilizados na página eletrônica www.saude.go.gov.br;
XVI – estabelecimentos que estejam produzindo, exclusivamente, equipamentos e insumos para auxílio no combate à pandemia da COVID-19;
XVII – assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;
XVIII – obras da construção civil de infraestrutura do poder público, de interesse social, penitenciárias e unidades
do sistema socioeducativo, bem assim as relacionadas a energia elétrica e saneamento básico e as hospitalares, além dos estabelecimentos comerciais e industriais que lhes forneçam os respectivos insumos;
XIX – atividades comerciais e de prestação de serviço mediante entrega (delivery);
XX – atividades destinadas à manutenção, à
conservação do patrimônio e ao controle de pragas urbanas;
XXI – atividades de suporte, manutenção e
fornecimento de insumos necessários à continuidade dos serviços públicos e das demais atividades excepcionadas de restrição de funcionamento;
XXII – desde que situados às margens de rodovias:
a) borracharias e oficinas mecânicas; e
b) restaurantes e lanchonetes instalados em postos de combustíveis;
XXIII – o transporte aéreo e rodoviário de cargas e passageiros, observados os protocolos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibilizados na página eletrônica www.saude.go.gov.br;
XXIV – atividades administrativas necessárias ao
suporte de aulas não presenciais; e
XXV – estágios, internatos e atividades laboratoriais das áreas de saúde.
§ 5º As atividades econômicas em funcionamento por serem consideradas essenciais ou aquelas retomadas após o período de suspensão deverão também observar as normas específicas para o combate da COVID-19 editadas por conselhos profissionais das
§ 7º Também se inserem no sistema de revezamento previsto no artigo 1º as atividades de organizações religiosas.” (NR)
“Art. 3º Após o período de suspensão, todas as
atividades econômicas e não econômicas poderão retomar seu funcionamento por 14 (quatorze) dias, observados os protocolos específicos, exceto as seguintes:
I – todos os eventos públicos e privados de quaisquer natureza, desde que presenciais, inclusive reuniões e o uso de áreas comuns dos condomínios, tais como churrasqueiras, quadras poliesportivas, piscinas, salões de jogos e
festas, academias de ginástica, espaços de uso infantil, salas de cinemas e/ou demais equipamentos sociais que ensejem
aglomerações e que sejam propícios à disseminação da
COVID-19;
V – aulas presenciais de instituições de ensino público e privadas;
VI – cinemas, teatros, casas de espetáculo e
congêneres;
VII – bares, boates e congêneres;
VIII – academias poliesportivas; e
IX – salões de festa e jogos.” (NR)
“Art. 6º As atividades econômicas e não econômicas em funcionamento por serem consideradas essenciais ou aquelas retomadas após o período de suspensão, além
da adoção dos protocolos específicos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibilizados na página
eletrônica www.saude.go.gov.br, devem:
Parágrafo único. Os restaurantes no período em que autorizados a funcionar, além de protocolos específicos, deverão observar a lotação máxima de cinquenta por cento
de suas capacidades de acomodação.” (NR)
“Art. 12
§ 1º Qualquer denúncia acerca de eventual desobediência a este decreto poderá ser efetivada por meio do Sistema de Ouvidoria do Estado de Goiás, coordenado pela
Controladoria-Geral do Estado, ou mediante o número 190 da Polícia Militar.
§ 2º O descumprimento das regras estabelecidas neste Decreto e nos protocolos específicos da Secretaria Estadual da Saúde poderá, mediante fiscalização das Vigilâncias Sanitárias estadual e municipais, ensejar multa e interdição
dos estabelecimentos.” (NR)
Art. 2º Os serviços nas repartições públicas estaduais, inclusive unidades de atendimento Vapt-Vupt, funcionarão, durante o
período de suspensão, em regime de teletrabalho ou permanecerão em desocupação funcional por calamidade pública quando não couber o teletrabalho, podendo os titulares respectivos adotarem regime de trabalho presencial quando indispensável ao funcionamento da unidade.
§ 1º O disposto neste artigo não se aplica aos órgãos ou às entidades que, por sua natureza ou em razão do interesse público, desenvolvam atividades de indispensável continuidade, como as unidades de saúde, policiamento civil e militar, bombeiro militar,
assistência social e Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes
– GOINFRA.
§ 2º No período em que não estejam suspensas as atividades econômicas, o regime de trabalho dos servidores observará, no que couber, o disposto no Decreto nº 9.634, de 13 de março de 2020 e
as portarias editadas pela Secretaria de Estado da Administração.
§ 3º A Secretaria de Estado da Administração poderá editar normas complementares para regulamentação do disposto neste
artigo.
Art. 3º Ficam revogados os parágrafos 3º e 6º do art. 2º, os arts. 14, 15, e o parágrafo único do art. 17, do Decreto nº 9.653, de 19 de abril de 2020.
Art. 4º Este Decreto entra em vigor em 30 de junho de 2020.

Goiânia, 29 de junho de 2020; 132° da República.

5 comentários em “Prefeito Issy Quinan Júnior analisará hoje, 30, decreto do Governador Caiado para decidir se adere à quarentena alternada

  • 30 de junho de 2020 em 08:29
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    Independente da decisão do prefeito, pelo amor de Deus, não receba visitas de outras cidades que estão vindo para DESCANSAR. Tenham responsabilidade.

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  • 30 de junho de 2020 em 10:42
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    Triste é que muitos sacrificam, fechando seus estabelecimentos, enquanto muitos sem noção que não aguentão ficar quietos em suas casas, vão pra casa dos outros fazer pamonhas, pescar…e os coitados não tem coragem de falar pra não irem.

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  • 30 de junho de 2020 em 13:56
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    Eu tmb concordo, gente não está na hora de vir passear não, os povos de Anápolis, Goiânia Aki em Vianopolis não, pelo amor de Deus ninguém está de férias , a coisa é séria…VCS de outras cidades que tem parenteses Aki em nossa cidade não venham não, cuide de sua família ficando quieto em suas casas.

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  • 1 de julho de 2020 em 10:16
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    Geeente achei uma brecha na Lei Orgânica que nos permitirá abrir 😍😍😍

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  • 1 de julho de 2020 em 12:40
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    Geeente já falei com a Juliana e temos que mover uma ação no Ministério Público 😍😍😍
    Agora a tarde vou falar com o Prefeito e marcar horário no Ministério público
    Em breve abriremos amparados pela Lei Orgânica do nosso município 👏👏👏

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